Ao pé da orelha
Você queria me falar ao pé da orelha. Fiquei curiosa, pois parecia que segredinhos você ia me contar. Sem se anunciar, chegou pra mim e abriu seu coração. Da mesma forma como eu lhe fiz um dia, lembra?
E é assim que a gente começa a se entender. Primeiro você aprende meus macetes e minhas manhas, depois seu jeito moleque e brincalhão me cativa, e mais tarde você me dá força e eu deito minha cabeça em seu ombro forte, especialmente quando me sinto tão só, sem ninguém pra conversar, quando só as paredes escutam meu coração falar. Amigo, parceiro, incentivador das difíceis jogadas, chegue mais pertinho de mim e diga o que lhe aflige. Na base da confiança, você liberta o que está preso no seu peito, deixando que eu faça a leitura das páginas de sua vida. Sua história não me surpreende tanto. Sempre existem semelhanças no viver de duas pessoas. Um homem e uma mulher, quer queiram quer não, se completam no querer, querendo ou no querer, não querendo. Deu pra entender? A busca dos sonhos ficou pelos caminhos, os projetos vitais perderam o encanto. Teriam sido mal elaborados ou não tiveram a devida atenção quando iniciados? Deixemos o que passou e não deu certo pra trás. Fale de novo ao pé da minha orelha... Quando você fala tão pertinho, seu tom de voz grave é um sussurro morno que penetra em mim e me dá arrepios. Sensação gostosa!

1 Comments:
É verdade.
As vezes a gente não conhece a si mesmo.
Mas só por não querer perder o encanto da amizade escondo meu franzir de testa, meus olhos caídos e a expressão de angústia que transforma minha face. Mesmo que a voz fica mais rouca, mais pausada, os sons não saem perfeitos porque são tomados pela emoção. E a expressão de tristeza é contagiosa. Então queremos ser solidários. Tudo por querer bem a amiga que tão bem sabe compreender. Suas palavras foram confortadoras. Muito obrigado.
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