Marcas
Aquele tempo que passou,
passou...
Foi bom ou foi ruim?
Deixou saudades?
Ficar indiferente a ele?
Fingir que não existiu?
Impossível...
Foi meu, só meu e só a mim diz respeito.
Doeu, machucou, sangrou, é verdade.
Motivo porque não quero tê-lo outra vez,
nem me passa pela cabeça resgatá-lo ou revivê-lo,
seja da forma como for.
Foram momentos que desfrutei,
mascarando a verdade, velada sob sete chaves,
quando sorria, lutando para esconder o mar de lágrimas contidas.
Foram momentos que optei por fazê-los só meus,
quando me sentia só, fingindo acreditar, aceitando o inaceitável,
quando idealizava a frágil estrutura de um porto, nem tão seguro,
pois construído sobre mentiras e aparências enganosas,
em solo arenoso e movediço.
Paredes vazias, desprovidas de concreto afeto,
aprisionaram meu coração,
fechado para a vida,
num tempo em que portas e janelas permaneciam cerradas para o mundo
lá fora.
Ah, se o mundo soubesse!
Mas,
porque “aos elogios do mundo, preferimos os aplausos da nossa consciência”,permanecia calada,
guardando o amor maior para apaziguar conflitos...
Quando as tempestades freqüentes dissipavam-se
com a calmaria de um novo rumo,
noites sóbrias,
longe do estrondoso relâmpago,
refletiam minha alma solitária e infeliz.
Aguardava, com esperança,
um novo amanhecer!
Confiava,
acreditava
e apostava,
(embora alto custo tivesse a pagar),
cobrindo os ouvidos aos rumores
e sons ensurdecedores que aturdiam minha mente.
Ameaças, rugir de dentes,
falsos sorrisos
e terríveis gargalhadas...
Limites ultrapassados...
Restam histórias que são minhas,
lembranças desbotadas das emoções vividas,
porque o tempo amenizou cores e dores...
porque a vida fez trincheira contra a morte...
Agora,
novos tempos virão.
Estes tempos serão meus,
mas não me antecipo em querê-los.
Por que?
Porque não poderei desfrutar desse momento que vivo
e que vai embora a cada segundo,
pois também é meu.
É o meu tempo.
Estou decidida:
”Não viverei de lembranças do passado
e muito menos de esperanças para o futuro.
Meu futuro é o agora” .
Bem-vindo!

2 Comments:
Camininha,
Não sei bem o que aconteceu nesse período de sua vida, mas lendo seu post dá pra ter uma idéia do que você passou.
Portanto lhe digo uma coisa minha amiga. Não há felicidade se não pudermos alardeá-la aos sete cantos, não há realização plena se não puder ser compartilhada.
Muitas vezes nos vemos envolvidas por sentimentos tão intensos que deixamos a razão de lado, sofremos em busca de algo que temos certeza jamais poderá ser alcançado, mas na nossa "cegueira" momentanea seguimos em frente tateando pelos cantos, e o que achamos nessa busca é dor somente.
Supere minha amiga, siga em frente, a vida lhe aguarda.
Beijos no coração.
Oi, Camininha
Acho que está mais do que na hora de você escrever no seu Blog. O ano novo está aí em você não dá sinal? Vamos lá, amiga. Gosto dos seus textos. São bastante intimistas o que revela sua grande sensibilidade. Abraço.
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