Saturday, September 20, 2008

No limite

Enquanto espero, fico aqui mesmo.
No limite onde acaba a calçada e começa a rua.
Ao meu lado outros também esperam.
Sinto o vento me arranhar de leve.
Vejo olhos que fitam o nada, como eu.
Escuto sons que cortam a quietude da noite,
enquanto o vai-e-vem dos carros enfeita a paisagem singular.
Neste momento, uma buzina sonora desperta pensares e pensantes.
Sinto-me bem e percebo que existo.
Sei que estou viva. Sinto meu corpo.
Estou no limite de mim mesma.
Fico aqui, enquanto espero.
Por nada.

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