Friday, October 03, 2008

Segundo e-mail para Juremir

POA- 03/10/2008
Oi, meu JUMIR
Chamar-te com tal intimidade é mais uma travessura de minha idade, sessentona, de bem com a vida, nem tão mal comportada, mas com a grande qualidade de saber curtir a vida, assim como ela é. Já é voz corrente em meu círculo de amizades e da família toda, e já te falei também, sou tua fã e leitora assídua... Ainda sonhas esclarecer por que as mulheres gostam de te ler? Ironia, ceticismo, cinismo, pós-modernismo parnasiano,como dizes, não são as peças catalisadoras que determinam a paixão das "velhas senhoras" pelos teus textos. É muito mais do que isto. Depois do "PARIS, PARIS", nos chega esta homenagem às tuas centenárias fãs "A LEITORA FAZ 100 ANOS" , com fechamento de inédito adágio,(criação tua? gentileza pura,) "a vida começa aos 100". Fantástico... Oxalá, nós, fanzocas do JUMIR, possamos usufruir deste tempo precioso para fazermos leituras gostosas , repletas de sabedoria. Nós já passamos dos 60, mas depois disto, "70" ultrapassar duas, três ou mais décadas com a cuca arejada, pois superamos a vanguarda da sensibilidade e da emancipação. Já vivemos e sentimos quase tudo e somos livres para admirar e não nos surpreender com a irreverência total, não temos compromisso com o romantismo de outras eras... Não acho que tens jeito frágil de "enfant terrible", tens, isto sim , o poder de fascinar com tua arte de escrever, dom inato, que o torna deus da palavra e da percepção das engrenagens que movem a alma humana, especialmente a feminina. Não te deixa perder pelos encantos de PARIS, embora "tenhas desejos de beijá-la de cima a baixo" e volta logo. Qual será a temática de amanhã? Com certeza terei boa companhia em meu café matinal.
Um abraço
da camininha

E-mail para Juremir

POA- 02/10/2008
JUREMIR
A leitura da tua coluna do Correio faz parte do meu café da manhã. O texto de hoje "PARIS,PARIS" foi excepcionalmente bom. Deixei-me levar pelo matiz das associações que fizeste, cheias de sutilezas, num transbordamento de palavras com erotismo, mescladas aos cheiros e sabores dos amantes apaixonados. Ao terminar, fiquei pensando: AH!! gostaria de ser PARIS!
Um abraço da camininha

Thursday, October 02, 2008

Deixando-se levar

O texto do Juremir publicado hoje no Correio do Povo foi demais...
Ir a Paris é como fazer sexo. Adorei.
Preciso dizer que a coluna diária do JUMIR faz parte do meu café matinal, mas o autor e ingrediente precioso que enriquece meu desjejum, não sabe disto.De repente me vejo diante de uma mesa farta,cookies de gergelim, meu Pumpernikel besuntado com geléia de amoras, meu Shapeworks da Herba e o inseparável Correio...Primeira leitura do dia. Momento de prazer e lazer.Não resisto à tentação de ler bons textos.
Isto se deve à paixão que tenho pelas letras construídas e ligadas sob formas diversas, com criatividade, carregadas de sutileza , sensibilidade e propriedade...Nada como alimentar o corpo e a alma com sabedoria, humor e um pouco de erotismo.
De manhã bem cedo, sim, que é para sentir-se leve e solta , alimentando sonhos e trabalhando a mente para sobreviver...
ah! gostaria de ser Paris...para sentir-me amada, procurada, conhecida, venerada,encaixada a alguém que se enquadrasse às minhas medidas, que entendesse meu jeito infantil com trejeitos de boneca, profundamente feminina e ingênua, fazendo beicinho quando quer ou fazendo cara amuada quando deixa de querer, distribuindo sorrisos e braços abertos cheia de tudo, pronta , produzida, ensolarada, sensual, , ousada, provocativa, luxuosa, luxuriosa, a ponto de sair do sério de sua concha luminosa...
Assim é que me sinto hoje, depois de ler este texto .
Se fosse PARIS seria como a musa decantada em prosa pelo Jumir...