A rosa de meu jardim
Dizem que jardim com rosas é ultrapassado, brega, jardim de vovó, jardim de convento. Na verdade, jardim de rosas é mais antigo que se imagina. Na idade antiga, era símbolo do amor, da beleza na Grécia. Cultivei no jardim de minha casa uma roseira, presente que me foi dado num dia muito especial. Durante muitos anos a roseira ocupou lugar de destaque no canteiro central do terreno. Não sei porque razão ela nunca floresceu como era o esperado.Outras flores germinaram e se multiplicaram por entre as ramadas e os espinhos de seus galhos. Mas ela brotava sem graça e sem viço. Não sabia se a terra é que não era boa ou se faltava algum cuidado especial. O jardineiro responsável era displicente e não dava a menor atenção àquela que deveria ser a flor mais bela do jardim. Até quando precisaria esperar para vê-la brotar plenamente? Estava faltando a seiva vital para que tal acontecesse. O tempo foi passando, passando. Primaveras e verões se sucederam e a roseira, coitadinha, sem chance de desabrochar. Parecia uma planta atrofiada, mercê da sorte que o destino tão cruelmente lhe reservara. Um terrível acidente ecológico, no entanto, modificou a área física do terreno do meu jardim. Entre perdas e danos, restou a pobre roseira no quintal de minha casa. Mas nem tudo estava perdido. Num belo dia de sol, eis que a roseira floresceu, milagrosamente. Desabrochou para a vida, colorida, perfumada e radiante. Recebeu quem sabe a seiva vital que precisava. O mel de uma abelha polinizadora que pousava de flor em flor. Agora a rosa enfeita o jardim da minha existência. É uma rosa vermelha, da cor da paixão, carnuda, com pétalas que se abrem sem pudor, aguardando o calor dos raios de sol das tardes primaveris da nova estação.
Fugimos do burburinho da cidade , minha amiga Meg e eu, em direção ao sítio que lhe coube como herança de seu amado "comandante". O dia está agradável e a brisa suave mostra a cara da estação primaveril que recém desperta com seu alvores e matizes. O sítio fica bem perto da minha cidade, que em outros tempos eu chamava carinhosamente "minha santinha". Canteiros floridos junto à BR, ladeando o Distrito Industrial, são um cartão de visitas para os turistas que visitam a city durante a semana da Oktoberfest. O cenário rude do monumental maquinário das fábricas, que enriquecem a região com seu contínuo vai-e-vem, ganhou nova vida. Como tudo ficou diferente!Acho que mudou para melhor.
